Projecto


"Olhares Escondidos" é um projecto de matriz social que incide sobre as crianças do Instituto Português de Oncologia, Serviço de Pediatria. Este projecto pretende dar ênfase a valores sociais como igualdade e cooperação e mostrar a importância das actividades de Animação Sociocultural no tratamento destas crianças e no seu processo de socialização. Este projecto realizar-se-á no dia 30 de Maio de 2008, terá lugar no espaço Lions do Instituto Português de Oncologia e é da responsabilidade dos alunos do 3º ano do curso de Animação Sociocultural.

Como o próprio nome indica "Olhares Escondidos" remete-nos para uma realidade sofrida, em que os olhares das crianças se mostram tristes.

"Mais importante que saber qual o tipo de doença que a pessoa sofre, é conhecer essa pessoa que sofre essa doença" (Hipócrates)

terça-feira, 13 de maio de 2008

Historial da criação do Instituto

Datam de 1900 as tentativas realizadas no nosso pais no sentido de acompanhar o movimento iniciado no estrangeiro para estudar e combater o cancro. Entre as várias comissões nomeadas para esse efeito destaca-se precisamente a primeira, encarregada de estabelecer uma estatística sobre cancro, mais tarde publicada pelo secretário da comissão, Prof. Dr. Azevedo Neves, que a elabora.
É, porém, em 1911 que a faculdade de medicina de Lisboa aceitando o alvitre do Prof. Dr. Francisco Gentil, resolve criar um serviço clínico e uma consulta para cancerosos, no Hospital de Santa Marta, nomeando aquele eminente Professor e o Professor Dr. João Raposo de Magalhães para, em comissão gratuita, estudarem o problema do cancro.
As primeiras aplicações de rádio efectuam-se a partir 1912 e dois anos mais tarde, cria-se na 1ª Clínica Cirúrgica da Faculdade, a cargo também do Prof. Dr. Francisco Gentil, uma secção de estudos oncológicos.
Graças aos esforços incessantes deste Professor o governo decretou em 1923 a criação do Instituto para o estudo do cancro, provisoriamente instalado no Hospital Faculdade, e possuindo os meios indispensáveis para tratar cancerosos e ministrar o ensino a estudantes e médicos assim como para estabelecer uma propaganda no sentido de combater a doença.
Em Junho de 1927 recebe este serviço um auxílio importante do Instituto de Seguro Sociais: foi assim que se poderam construir os primeiros edifícios num terreno para esse fim adquirido à casa Cadaval, e cedido em condições vantajosas.
Sob o impulso da Comissão Directora, entretanto criada e sobretudo do seu presidente, o Instituto Português de Oncologia engrandeceu-se e desenvolveu as suas diferentes secções, encontrando sempre o melhor acolhimento junto do público e do governo.
Desta forma em 29 de Dezembro em 1927 é inaugurado o Pavilhão A, compreendendo inicialmente os serviços de roentgenterapia, diatermia e dispensário.
Em 1930, o Pavilhão B, destinado a consultas gerais e especiais, compreendendo as especialidades de otorrinolaringologia, urologia, dermatologia, etc., e destinadas ao despiste e pesquisa de casos oncológicos ainda no início.
Em 1933, o pavilhão das radiações, destinado a todos os tratamentos pelo rádio e aos estudos a realizar com este elemento. Este pavilhão foi o primeiro construído na Europa, segundo os princípios estabelecidos em 1928 pelo II Congresso Internacional de Radiologia, realizado em Estocolmo, sobre a forma de proteger os trabalhadores contra as substâncias radioactivas.
Além de uma clínica com a capacidade de internamento de 32 camas dispõem de consultas especiais de aplicação de rádio e do seu controle.
Em 1943, pavilhão D, destinado ao internamento e tratamento de doentes exilados e construído graças à colaboração da Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Em 1944, Escola Técnica de Enfermeiras, destinada à preparação profissional e formação moral do pessoal de enfermagem do instituto.
Em 1948, Bloco Hospitalar, destinado a internamento de 362 doentes dispondo de 6 clínicas, serviços operatórios, 20 consultas especializadas, serviços auxiliares, de diagnóstico e terapêutica, serviços de investigação, culturais, de relações internacionais, administrativos, industriais, sociais, de assistência religiosa, visitação domiciliária, etc…
Em 1953, Adaptação do Pavilhão A a laboratório de Rádio Isótopos a que foi dado o nome do benemérito Abílio Lopes do Rego. Este serviço dispõe de 4 enfermarias para internamento de doentes que necessitem de aplicações de isótopos radioactivos e de laboratórios de exame, controle e investigação. Tem um quadro permanente de Físicos em regime de tempo inteiro.
Em 1957, pavilhão destinado às oficinas, onde se encontram instalados os serviços de conservação do património. Dispõem de oficinas especializadas, permitindo a reparação da grande maioria dos utensílios e aparelhos que o necessitem incumbindo-lhe também o encargo de várias obras.Por fim em1958, construção do Pavilhão de cobalto terapia, dispondo do primeiro gamatron instalado em Portugal e destinado ao tratamento de tumores profundos. A este pavilhão foi dado o nome do benemérito Jaime Thompson