Projecto


"Olhares Escondidos" é um projecto de matriz social que incide sobre as crianças do Instituto Português de Oncologia, Serviço de Pediatria. Este projecto pretende dar ênfase a valores sociais como igualdade e cooperação e mostrar a importância das actividades de Animação Sociocultural no tratamento destas crianças e no seu processo de socialização. Este projecto realizar-se-á no dia 30 de Maio de 2008, terá lugar no espaço Lions do Instituto Português de Oncologia e é da responsabilidade dos alunos do 3º ano do curso de Animação Sociocultural.

Como o próprio nome indica "Olhares Escondidos" remete-nos para uma realidade sofrida, em que os olhares das crianças se mostram tristes.

"Mais importante que saber qual o tipo de doença que a pessoa sofre, é conhecer essa pessoa que sofre essa doença" (Hipócrates)

terça-feira, 29 de abril de 2008

Cancro

O que é um Cancro?

Um Cancro é uma neoplasia maligna ou, se se preferir usar a palavra tumor como sinónimo de neoplasia, um cancro é um tumor maligno. Na maioria, as neoplasias não são cancros. Por exemplo, temos na pele ( sinais melânicos) e no útero ( fibromiomas).

O que é uma neoplasia?

Como a próprio nome indica, uma neoplasia é um tecido novo (neo - novo e plasia - tecido), que cresce dentro de nós. Este crescimento pode ser o resultado de uma maior proliferação (divisão) celular, ou de uma maior resistência das células à morte (nestas circunstâncias a morte designa-se por apoptose), ou de ambos (maior proliferação e menor apoptose). A diferença entre uma neoplasia benigna e uma neoplasia maligna (cancro) é que a maligna é invasora dos tecidos à sua volta, isto é, não respeita as fronteiras. Numa cicatriz, por exemplo, fazemos um tecido novo. mas a nossa cicatriz pára no sítio certo. Se a cicatriz começasse a crescer para além do seu lugar próprio e invadisse os tecidos vizinhos, passaríamos a ter um cancro. Felizmente, a possibilidade de uma cicatriz se transformar num cancro é praticamente nula.

Qual a causa dos cancros?

Os cancros são o resultado de uma interacção muito complexa entre agressões ambientais (tabaco, infecções, dietas desadequadas, entre outros.) e susceptibilidade genética. Desta interacção resultam alterações genéticas que se vão acumulando nas gerações sucessivas de células neoplásicas (passam das células-mães para as células-filhas), dando-lhes maior capacidade para proliferar e sobreviver.

No entanto sabe-se que:

- O cancro não é contagioso.

- Não há nenhum alimento que cause cancro

- Não é uma alimentação pobre em nutrientes, nomeadamente a falta de vitaminas durante a gestação, que causa o cancro na criança.

- A toxicodependência ou os hábitos tabágicos dos progenitores não são causa de cancro pediátrico.

- Não há relação entre ter tido um traumatismo e o aparecimento de cancro.

Para o diagnóstico da doença oncológica e a avaliação da sua extensão, é necessário efectuar exames vários: análises ao sangue e à urina (por vezes também ao líquido céfalo-raquidiano, colhido por punção lombar), radiografias, ecografias, TAC (tomografia axial computorizada), RMN (ressonância magnética nuclear), cintilogramas, mielogramas (exames à medula óssea), biópsia do tumor, etc.

Por vezes esses exames são repetidos durante o tratamento e após este, para se avaliar a resposta da doença ao tratamento e como forma de vigiar o doente após ter terminado o tratamento. Sempre que se realiza um exame doloroso, este é feito sob analgesia local e sedação ou anestesia geral.